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BRASIL, Nordeste, FORTALEZA, BARRA DO CEARA, Mulher MSN -
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Um conto....
Parou, sentou, sentiu o vento e ficou olhando o mar em meio a escuridão da noite. Mergulhou em seus próprios pensamentos, a lágrima correu o rosto. O bolso vázio da bermuda encheu-se com as mãos magras e delicadas. O horror de viver em um corpo que no qual não deseja permanecia em seu ser. Havia um medo, mas nele também estava a esperança; tudo é um mistério e mesmo que tão pouca o desejo de voltar uma outra vez na matéria de sua alma. As cirúrgias de inversão de sexo eram muito caras e não poderia pagar. Fechou os olhos, respirou fundo.
Caminhou até chegar a praia, abandonou os desgastados chinelos e pisou na áreia descalça. O vento sacudia o leve vestido enquanto olhava o mar em meio ao negro da noite e lembrou de um passado. A lágrima escorreu a face. Caminhou mais um pouco, as ondas agora molhavam-lhe os pés. O cheiro da maresia quase tranquilizava mas a conciência não permitia. Não era uma chance, porém era uma saída, em seu ver: a única!! Fechou os olhos, respirou fundo. Caminhou.
Abriu os olhos, havia chegado então a hora. Ergueu-se. Estendeu o braço e no momento que ia tomar impulso, percebeu algo estranho nas ondas. Desceu correndo o altamor da estátua até atingir a áreia, jogou a pequena mochila e mergulhou no mar. Por fim tocou o frágil corpo que perdia a pulsação. Agarrou firme , com todo cuidado. A água estava calma mas o corpo deslizava de seu braço. Enlaçou por baixo d´água a cintura aproveitando o tecido do leve vestido e tentou voltar a margem. Com dificuldade chegou na beira da praia. Seus músculos ali foram de grande utilidade.
Deitou a moça de pele clara, cabelos longos e negros. Olhou-a, ali imóvel, em plena alma pura, sem reflexo ou expressão, naquela vaga, solitária e morbita noite. Permaneceu ali ao lado da desconhecida. Segurou-lhe pulso, ainda estava viva!!!
Escrito por hortencia-niara às 15h20
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Eu saiu, danço, bebo, riu com os amigos, gesticulo e nada que eu faça nesses momentos demostra sinal de ser superficial. No fim da noite, quase sempre termino ficando com um amigo que estou envolvida a um ano e quando o tenho tão próximo de mim nessa hora sinto-me llivre, sem preocupações, sem sermões psicológicos, culpa, ou qualquer outra sensação incomoda que geralmente me acompanha durante o resto e principalmente quando estou só... e acredito imaginariamente que enquanto estiver ao seu lado estarei dentro de um círculo mágico e protetor que faz desapercer todo o resto. Quando estamos longe, separados - que é o mais comum - finjo não sentir nada, me mantenho erguida como uma estátua firme, sem traços de qualquer inquietação, sorrimdo, cantarolando, esmagando as minhas próprias emoções turvas e necessárias, talvez ajudando a destruir uma parte de mim mesma para não aceitar, não admitir certas necessidades!!! Começo a perder o controle de meu interior, mas não posso pedir ajuda, não sou transparente e não sendo é consigo seguir sozinha até meus próprios limites e interminavéis dores sufocantes que passo. Mas gostaria que reparace em meus olhos...pois nele está minha verdade. Embora eu saiba que ninguém percebe essa parte de alguém, afinal é mais fácil ouvir os lábios, é mais fácil não perguntar, é mais fácil - e mais cômodo também - ignorar tudo que nós aproxima verdadeiramente da alma pura de alguém, ignorar assim como eu tento ignorar minha própria dor toda vez que ela me surge. Quando ela vem eu canto, danço, bebo, saiu com os amigos, ligo a televisão, o rádio....
Lembro-me vagamente dos olhos do meu amigo que em algumas vezes termina a noite comigo. Percebo agora que eu também evito seu olhar, pelo medo de que ele me conheça intimamente, embora eu já saiba que ele já me conhece interiormente melhor que eu mesma, pelo medo de saber mais dele do que ele mesmo quer que eu saiba...
Então eu falo e falo, riu, converso, danço, bebo e saiu, me escondo em mim!
Escrito por hortencia-niara às 10h30
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Eu só queria ter asas...
E assim sair voando por todo o céu, sem corrente, sem laços ou qualquer coisas parecida...onde minha saudade não existisse e tudo que houvesse dentro do meu coração não fosse mais que liberdade.
Na verdade queria estar onde tudo fosse compreendido, todas as atitudes e principalmente si próprio!!!
Porque às vezes eu me sinto tão perdida quanto um cachorro caído da mudança em outro paíse, olhando pessoas com traços diferentes, línguas diferentes, cheiros diferentes, vidas diferentes, tudo diferente (...) e agora eu sei que meus pés tem que seguir sem ajuda, não posso mais segurar na mão de ninguém, e a descoberta por si só é muito mais dolorosa e também prazerosa, mas onde estão aqueles que eu pensei que estaria ao meu lado eternamente, enquanto houvesse mundo??? Sei que não consigo controlar-me em algumas situações, minha própria conciência lúcida permite-me mergulhar no oceano sabendo que não sei nada e sabendo que a consequência é meu afogamento, mesmo assim, eu insisto e vou!!!
E acabo me afogando mesmo!!! Recordo um passado (...), revejo velhas fotos (...), mas não importa o que eu faça não vou voltar o que já passou, eu estou apaixonada mas penso que melhor seria se não estivesse. Sempre me sentia como a pessoa mais importante por conhecer o sentimento de amar, gostar, querer bem alguém que não faz parte da minha linhagem sanguinea, porque só conhece a face de Deus quem conhece o amor, mas agora já não acretido que isso seja magnifico como achava antes, porque não importa o quanto eu ame, não é suficiente...pois não me ama, e mesmo que me seja muito todos os momentos lindos, engraçados não existe sentimento do outro lado, claro que isso doe, naturalmente. E eu AINDA não estou sabendo lidar com todas essas emoções, é eu sei que é uma fase, uma transição, que eu vou compreender - quando estiver na minha meia idade talvez!! - mas o fato é que parece tão insuportavel as situações ridículas que me exponho...aiaiaiai!!!!
Um dia tudo foi e na minha fantasia ainda é lindo, eu sonho...eu apenas espero que minha posição de companheira que não acompanha seja interrompida, eu entendo que se não posso nem me controlar tão pouco é possível tomar o controle de outros, mas penso que já esta me fazendo mal e mesmo assim não consigo tirar essa corrente...
E me vejo tão cansada de tudo isso que não consigo mais abandonar, como tão cansada você está que não consegue dormir (...), me vejo tão triste que já nem consigo chorar (...), me vejo tão sozinha que não consigo busca ninguém ....
Eu apenas queria ter asas para desabafar ao vento enquanto voou....
Escrito por hortencia-niara às 14h08
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Nesses últimos meses aprendi...
Que quando se está apaixonada não dá pra esconder;
Que se apenas uma pessoa me disser "você me fez ganhar o dia!", o meu dia estará ganho;
Que ter uma criança adormecendo em meus braços é uma das maiores sensações de paz do mundo;
Que ser generosa é mais importante do que estar certa;
Que às vezes tudo que alguém precisa é de uma mão pra segurar ou um coração para entendê-la;
Que o dinheiro não compra a elegância;
Que os pequenos acontecimentos diários é que fazem a vida tão especial;
Que ignorar os fatos não muda a importância deles;
Que o amor - e não o tempo - cura todas as feridas;
Que ninguém é perfeito até que eu me apaixone;
Que as oportunidades não se perdem, alguém vai pegar as que eu não aproveitei;
Que não posso escolher como me sinto, mas que posso escolher como reagir a isto;
Que quanto menos tempo eu gastar fazendo uma coisa, mais coisas eu vou poder fazer;
Que eu não sou responsável pelos meus sentimentos, mas sou pelos meus atos;
Que o que pesa é minha atitude....
Escrito por hortencia-niara às 21h42
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Não é comercial...
Embora muitas pessoas digam e repitam por aí que o natal é só mais uma data comercial - eu mesma até bem pouco tempo atrás pensava dessa maneira - começo a discordar de tal afirmação, não que isso não seja verdade de certo modo é real, mas prefiro acreditar nos meus motivos natalinos...fui ver a chegada do Papai Noel de um shopping local e mesmo que toda essa movimentação fosse para que o shopping atingisse seu propósito de vender mais, eu vi nos olhinhos das crianças que apesar de inconciêntemente elas colaborassem com essa massificação de compras eu percebi que pouco importava onde estavam, como estavam; o importante era o tal velhinho que iria chegar, seus dotes de doador de presentes era ignorada, sim, pois havia crianças de aparência tão simples, de modos tão humildes que penso que não esperam um presente daquele senhor que chamam de Papai Noel, porém estão ali, observando e felizes!!! O que é o mais importante. Sei que as doações de um mês não é suficiente para outros onze que ainda insiste em passar, mas por enquanto nesse mês é dado passos e se continuar achando que será sempre assim os motivos sempre serão esses mesmo. Então eu decidi que meu natal não será falso! Eu acredito no brilho dessa estrela que guia no mês de dezembro e mudando meus pensamentos, minhas atitudes, só assim serei capaz de mudar o mundo...porque eu QUERO mudar o mundo pra melhor!!! Eu quero fazer parte dessa mudança...eu acredito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Escrito por hortencia-niara às 03h21
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Apenas para uma amiga que AMO!!!!
Eu só queria proteger todos aqueles que amo de toda a tristeza,
mas existem perdas e perdas que são necessarias!!!!
Contudo e em meio a tudo: Levante a cabeça, sacode a poeira
e dá a volta por cima, porque o que você tem por dentro ninguém
vai poder roubar, ninguém vai poder tirar, basta você lembar !!!!
Escrito por hortencia-niara às 12h14
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Diversidade
De ver cidade
Dever cidade
Deversa idade
Diversidade
Escrito por hortencia-niara às 20h08
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Álvaro de Campos
Olá.... Recentemente encontrei alguns textos do grande poeta Álvaro de Campos e acabei me apaixonando, por seus textos, sua personalidade e a época na qual habitou. Gostaria muito que também pudessem conhecer suas obras clássicas e tão magníficas. Por isso decidi postar aqui um de seus poemas que eu gosto:
Afinal
Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir. Sentir tudo de todas as maneiras. Sentir tudo excessivamente, Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas E toda a realidade é um excesso, uma violência, Uma alucinação extraordinariamente nítida Que vivemos todos em comum com a fúria das almas, O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos. Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas, Quanto mais personalidade eu tiver, Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver, Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas, Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento, Estiver, sentir, viver, for, Mais possuirei a existência total do universo, Mais completo serei pelo espaço inteiro fora. Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for, Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo, E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco. Cada alma é uma escada para Deus, Cada alma é um corredor-Universo para Deus, Cada alma é um rio correndo por margens de Externo Para Deus e em Deus com um sussurro soturno. Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito, Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo! Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande, As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra. Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso. Todo o Mundo com a sua forma visível do costume Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso, Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça. Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Escrito por hortencia-niara às 20h04
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A rua
É final de tarde
Os portões se abrem
Os pés tocam a calçada
A televisão desligada
As cadeiras bem ocupadas
A rua transforma-se em praça
Um voiolão
Um canto
Um encanto
Um encontro
Amarelinha, carimba
Vôlei, esconde-esconde
Criançada animada
Risos e gargalhadas
Corre pra cá, corre pra lá
São amigos
Pela rua
Escrito por hortencia-niara às 20h01
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Será que importa?
A hora passa. Estou deitada. Sozinha.
O medo, a dor, o calor, o sono, a esperança...nada me ronda. Apenas o ar e o silêncio estão comigo. Olho em volta, todas as coisas em seus lugares e nenhuma se importar com o tempo que corre. E eu? Aqui deitada, acomodada e imóvel; me importo com os minutos que não param?
Penso.
Enquanto me perco na solidão vázia de um quarto, um cidadão é assaltado na volta para casa; uma criança morre de fome na África; um casal se ama na sala; um bebê nasce; um mendigo dorme; um anão janta; um viciado se droga; um adolescente se diverte com os amigos; um jovem estuda; uma mulher é pedida em casamento; um padre termina a missa; um homem ler o jornal; uma prostituta faz programa; uma mãe serve a comida e mais de um milhão de pessoas pelo mundo pratica alguma ação!
Será que elas se importam com os minutos que não param?
É, eu me importo!!!
Escrito por hortencia-niara às 10h24
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Certeza ou Incerteza
Não: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer!
Álvaro de Campos começa seu poema Lisbon Revisited (1923) com esse trecho a cima. Hoje voltando do laboratório lembrei-me dele. Dessas palavras e conseqüêntemente de uma conversa na madruga com um amigo, onde do nada ele simplesmente me disse: "o ser humano é o único animal que possue a capacidade de saber que no final está a sua morte, como verdade absoluta, e mesmo assim nem [todos] compreendem!". Isso referindo-se a parentes que sofrem com a morte de entes queridos ou indivíduos que não encaram a cara da morte. Claro que não digo que devemos anseá-la, eu mesma morro de medo do momento em que [ela] vai chegar, porém essa é realmente como ele e Álvaro concordam: a única e absoluta verdade. Na qual, independente do que façamos para impedir que chegue, jamais seremos capazes de tal proeza! E muito me pergunto sobre esse assunto, principalmente sobre seu pós. E a cada pensamento percebo que tanto como absoluta certeza a morte também é absoluta incerteza, o mistério, a dúvida. Há quem diga que é uma passagem, que há vida além dela, que depois nada mais existe, que se permanece a conciência e se desfaz do corpo, que retorna-se a Luz... Óbviamente não se sabe!!! Apenas se supõe.
Parodoxo!!!
Um palavra só com sua ambiguidade humana, com apenas um cochete para exprimí-la como é: [in]certeza!!!!
Escrito por hortencia-niara às 21h13
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Breve tratado sobre a relação Público - Artista [Minha Resposta - Parte II]
Voltando ao tema da postagem anterior, que acho que sai um pouco do foco, quero continuar!
Sei que não sou a melhor pessoa pra falar nesse tema já que estou tão longe da realidade em questão colocada pelo Cortez. Mas o que posso dizer é que a relação entre pessoas sempre foi [e a medida que convívo mais com elas, vejo que por muito tempo será], complexa e difícil de lidar. Talvez Freud ou Jung explique porquê ou talvez ainda nem sequer nasceu tal filósofo-psicólogo que irá desvendar esse mistério. O fato é que indêpendente da pessoa ser famosa/artista ou não as outras sempre criam expectativas ao seu redor, claro que de modo mais delicado com o artista que é ídolo e para os fã e adimiradores tem que haver um retorno de carinho e respeito; é aí então que entra o problema!! Porque a cautela deve ser tomada. Veja só, pois o carinho e respeito é valido para a relação artista-público porém não pode ultrapassar o valor conceitual do sujeito "famoso", partindo do princípio que ele também é um ser humano que [termo que eu amo:] é mortal e sangra como os demais seres vivo na face da terra! Se as expectativas esperadas por seus fãs não caberem ao que ele pode corresponder dentro de seus valores - muito bem colocados pelo Cortez quando se refere aos comportamentos deslumbrantes, extravagentes e exagerados... e "os caras que mais permanecem ativos na profissão (e até mesmo na mídia) são os que sabem se preservar ou lidar maduramente com o meio." - Ou seja, quando esses artistas estão auto-preparados para assumir uma postura de bom senso com o que eles mesmos acreditam [suas opiniões] e a relação do público e o público também estiver nessa sintonia de não romper esse fio de sincronicidade, então as ambas partes saem ganhando. Pois penso que qualquer relação [entre amigos que se convivem ou artista-público] cada um tem sua particularidade como pessoa e é isso que deve ser insentivado e estabelecido. As demais faltas cometidas devem ser substituidas por boas ações de respeito tanto ao público espectador de seu trabalho quanto a si mesmo e contruir sempre e sempre esse tratado re relação público-artista!
Escrito por hortencia-niara às 18h58
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"Goleiro Frangueiro"
Era uma bela manhã de sábado de Sol [detalhe importante: nas férias], enquanto meus amigos se encontravam - provavelmente - curtindo a praia, praticando esportes, fazendo piquinique ou simplesmente reunidos comendo brigadeiro caseiro [aqueles feito com leite condensado e nescau na frigideira], eu pelo contrário estava trabalhando, para ser mais específica, estava numerando as lâminas do material para ser analisado. Quando não mais que de repente começaram a falar de futebol...alguém que não me recordo quem no momento comentou a seguinte frase: "aquele goleiro é um frangueiro!" e como se tivesse ativado o play da minha imaginação [ caso você que está lendo tenha assistido o desenho animado O fantástico mundo de Bob sabe do que estou falando], eu imaginei:
Um goleiro sentado observando uma grade de frangos sendo assado ao lado da trave do gol, quando a bola vem e um dos jogadores na tentativa de impedir o gol grita pelo goleiro que não liga, antão ele para chamar a atenção grita de frangueiro.
Um tanto absurdo confesso!!! Na Realidade nem eu mesma consegui acreditar nessa razão para o tal termo. Mas a questão é que fiquei muito curiosa para saber a origem dessa comparação...Comentei com as pessoas que estavam na sala comigo, embora nenhuma delas soubesse a resposta. E uma dúvida é sempre cruel, independente do que seja: uma revelação ou o sabor do sorvete. Por isso eu teria que entender porquê [ assim como ja sei do ditado dos gatos da postagem antiga!] Será que agora mais que nunca estou aflorando meus dotes jornalisticos? De ir em busca da matéria e não me comformar com um "porque sim!" afinal um jornalista vai até o fim,esquece sua imaginação que não é fato concreto e parte pra verdade esclarecedora, assim como eu fiz. Comuniquei a uma fonte segura a tal pergunta: Por que chamam o goleiro de frangueiro quando ele não consegue defender um gol? e mesmo sem ter um telefone que lhe daria a resposta [hehehehehe...sim estou me referindo ao grande e clássico "castelo ratimbum"], meu informante respondeu a pergunta e excluiu a dúvida de minha mente!
Resposta: Há muitos anos os jogadores eram treinados com frangos - isso mesmo, aquela ave que alguns de nós comemos no almoço - para aumentar a agilidade e o reflexo. Aqueles que não conseguiam agarrar o frango era chamado então de frangueiro!!
Mais uma curiosidade: Para aqueles que gostam de saber dos ditados e termos....
Joelho vem do latim "genocolo", algém , não se sabe quem, associou a palavra genocolo a genitália, que não tem nada um com outro. Então: tirar "água do joelho";nada mais é, do que tirar água do genocolo.
Escrito por hortencia-niara às 21h15
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Liberdade
Estava caminhando no calçadão da praia de Iracema depois de sair do laboratório onde trabalho, ouvindo um pouco de som e lendo uma obra da Agatha Christian quando passei por três rippes sentados vendendo algumas pulseiras, brincos, essas coisas...senti vontade de coltar e assim fiz, acho que é importante realizar vontades desdes que não prejudique ninguém. Olhei, o que queria mesmo era conversar com aquelas pessoas. Não sei exatamente porquê, mas queria! Puxei conversa e quando pude perguntei para o rapaz de cabelo longo de onde ele era, "sou do mundo" foi sua resposta. Pensando nesse mesmo jovem agora, lembro que tinha os olhos castanho claro e cheio de brilho...um brilho de quem é feliz com o que tem independente de ser pouco ou muito, como diz Rafael Cortez com o "menos que é mais" e que estou de total acordo!!! Porém acho que ele errou na resposta. Deveria ter dito: tenho o mundo!!
Sim, ele não é do mundo mas o mundo é dele. Um ser livre de coragem suficiente para abandonar o que tinha nas mãos para conhecer outros lugares, deixando para trás família, estudo, casa...escolheu a vida de antigos ancestrais! Pessoas que tinham o vento, o céu, as estrelas, o mar, a terra, o Universo. Tudo que era realmente do povo que descobriu o Brasil, e estes não são aqueles dos livros de história oficial, falo dos verdadeiros donos dessa terra...eles que tinham sem possuir, do jeito mais especial que existe! Respeitavam e cuidavam da natureza e assim eram abençõados por ela. Não quero fazê-los heróis, sei que atrocidades também ocorriam entre eles, o que pretendo é deixar claro que sabiam como não destruir aquilo que lhes mantém vivo. Eram livres, podiam ir para onde quisessem ou o vento mandasse, podiam chegar em qualquer lugar e partir quando prefericem. Eram nômades, tão importantes quantos os peregrinos, que também chegavam em um ponto do reconhecimento próprio, trilhando caminhos desconhecidos e descobrindo a revelação da Mãe: Natureza!!! Não precisavam de passaporte, hospedagem em hoteis (até porque não tinha, né?!!), dinheiro ou outra coisa tão valorizada atualmente para uma viagem.
Se eu pudesse ver seus olhos, tenho certeza que veria o mesmo brilho que vi no olhar do rapaz ripper. Veria a liberdade da alma deles...Gostaria de cai na estrada, fazer mochilagem por ai, conhecer o mundo, aquele pouquinho simples que gera sorrisos para pessoas que eu não conheço...ser livre como o ar!!! Mas estou presa como meus pais e os pais deles e os pais dos pais deles. Prisão de grades seladas pelas minhas próprias mãos, paredes erguidas por mim mesma, pelo apego ao redor, ao passado, ao comportamento social...
Estar livre não é independência civil ou financeira (principalmente nesse caso já que sempre existe um imposto a pagar!!), não é a falta de satisfação a dar, é muito mais que tudo isso, é além, muito além do que se tem, do que se faz, do que se pode...Uma palavra ilusória?? Ao olhar o pequeno e simples anel que o jovem colocou suavemente em meu dedo, lembrarei que não. Que os donos do mundo ainda andam por ai, fiscalizando suas terras, desfarçados para aqueles que nada pode ver além de seus narizes, tendo a coisa mais importante sem possuir.
Escrito por hortencia-niara às 13h53
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O CENTRO DE MUITAS FACES

Entre o passa-passa apressado de corpos e olhos atentos aos descontos enganosos do comércio, o Centro parece um atolado de prédios esfarrapados, com suas ruas cheias de camelôs ambulantes e suas mercadorias expostas à cada ângulo urbano disputando travessias com grupos de adolescentes estudantes à procura de passa tempo como enamorar os produtos congelados da vitrínes. Os esbarros e resmungos também fazem parte do ritual sagrado do lugar coberto por um calor incômodo, que esconde um Centro interrompido...
Um Centro de artistas mambembes instalados na na Praça José de Alencar, dando vida com suas acrobacias, malabares, mágicas, piadas e truques inventados para prender a atenção dos passantes. Um Centro de encontro para o resgate do passado em meio as conturbações paradoxas das ruas, contempladas pelo aposentados da Praça do Ferreira. Um Centro de lendas e mitos soltos como névoas que são capazes de envolver sutilmente e embaraçar o olhar de real, permitindo apenas vislumbrá-lo com o poder invisível da imaginação. Um Centro de formação estudantil e pessoal que incentivou e motivou tantos jovens, que tornaram-se figuras importantes para o desenvolvimento político-sócio-cultural do nosso estado, que hoje quase pode se rever encarnado na fachada, letreiro, salas, colunas, pátio e corredores do Liceu do Ceará, visto apenas de relance.
Um Centro de narrativas periféricas, cochichadas pelos seus prédios maltratados pelo tempo; construções; ruínas; travessas; becos; tudo... que se refaz a si próprio todos os dias no seu caótico e compacto espaço democrático. Um Centro de memórias histórias expostas ao ar livre, transmitindo para as novas gerações fatos verídicos de horror, glória, medo, espera,crueldade, saudade, aplausos, conquistas e derrotas...como as encenadas no Teatro José de Alencar, palco de tantos espetáculos grandiosos, que despertava o sonho de seu antigos freqüêntadores: a elite burguesa de séculos atrás. Ou como as do Passeio Público, sobre a existência de em baixo da construção ilustre e bela de seus símbolos, jardins, estátuas, fontes, e calçadão encontra-se uma cela que servia de prisão para mártires além de ponto de espera das esposas e namoradas dos marinheiros e pescadores que partiam para sobrevivência no mar.
Um Centro invisível e profundo que escapa à visão imediata, no qual mais parece um museu sem paredes, constituído de várias salas isoladas e interligadas na formação de seu conteúdo , formas e histórias. Um mar lírico urbano contornado por espaços como o Beco da Poeira, o Cemitério São João Batista, Galeria Pedro Jorge, a monumental construção gótica de torres frontais e encastelados sinos da Catedral Metropolitana de Fortaleza, entre tantos outros.
Um Centro da Cidade que é preciso tempo e atenção para enxergar as suas muitas faces.
Escrito por hortencia-niara às 12h58
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